Sensacional…
Dessa viagem tirei muitos ensinamentos, muitos mesmo.
Cortar o cordão e abrir os caminhos, não tem preço!
Na primeira semana, sozinha, pensei que meu peito ia explodir e eu ia sufocar.
A saudade era algo de outro mundo…
Isso que eu fui para lá, porque queria ir, sabendo que teria a internet que nos aproximaria, sabendo que o tempo passaria rápido, sabendo que era só o início…
Sabendo que eu estou super, mega, ultra acostumada a fazer tudo sozinha, a viver sozinha!
Confesso, chorei todos os dias!
Me sentia uma criança desprotegida perdida no meio da selva!
DAI ACORDEI E PASSOU!!!
Veio a sensação de liberdade, de conhecimento, de mais e mais batalhas…
Duvida de onde ir, o que fazer, como fazer…
Minha família de sangue é a melhor família do mundo.
Amo meus amigos, de verdade, com todas as minhas forças.
Essas minhas famílias escolhidas são as pessoas mais importantes na minha vida.
E sabe porque são os melhores?
Porque todos me olham.
De uma forma ou outra se metem na minha vida, palpitando e me dando incentivo.
Me julgam, porque eu dei o direito, mas julgam para mim e não para os outros.
Dizem na minha cara, doendo ou não, que não concordam/concordam, que fariam igual/diferente.
Me ajudam a achar as soluções e mesmo que elas não sejam as melhores, mostram que eles estão me olhando!
Voltar para o Brasil, foi uma decisão minha, e cabe a mim sofrer por ela e aprender com ela.
Saber que eu fui para a Europa, que abri os caminhos e cresci, já enche meu peito de mais força para continuar e ir de novo.
A realidade da europa é mais séria do que os jornais mostram.
O que eu vi pelas ruas e cidades é algo realmente assustador.
Medo de arriscar, mais tempo por lá, sem nada muito certo, sim tive.
Vontade de arriscar, mais tempo por lá, sem nada muito certo, sim tenho.
O desejo de seguir por lá é gigante!!!
Então na verdade a minha “volta” para o Brasil, não é bem uma volta.
Vou encarar como: passar o natal e o meu aniversario do lado dos meus amores, curtir um verão, porque sim EU PRECISO DE CALOR!
E depois voltar para lá, para uma região mais quente, com um lugar para ficar mais tempo...
Vir e ficar “apenas” 53 dias – para quem pensava que não iria voltar antes de um ano – foi pouco, mas foi muito.
Só eu sei o turbilhão de emoções e auto-conhecimento que tive.
12 horas dentro de um avião, não são mais empecilho para eu vir para o outro lado do oceano! E depois disso, minha lista de lugares para conhecer, só aumentou!
Hasta luego, Europa!
Antes que tu pense, eu já estou de volta para caminhar mais por tuas terras e voar pelos teus ares…
E aos amigos que podem ter pensado, por um segundo, que essa volta é uma desistência, NÃO, não é!!!
Na próxima ida, não teremos despedidas, ok!?
A volta para lá, será antes que vocês sintam minha presença de novo…
viva a La Vita, com sua arte de viver e de viajar.